A Qualidade de vida na Terceira Idade

Reflexão Semanal 

13.11.2020

 

A importância da qualidade de vida na Terceira Idade

 

O cenário atual brasileiro aponta para um país onde a expectativa de vida encontra-se em crescimento, e é de grande relevância pensar acerca de fatores que podem contribuir para uma melhor qualidade de vida à população idosa.

É importante que os idosos percebam, aceitem e aprendam a conviver com suas emoções, aceitando seus limites e repensando seus hábitos, possibilitando a participação em novos projetos de vida, pois é pela interação com o outro e com grupos sociais, que conquista a capacidade de enfrentar novos desafios e consequentemente adquire qualidade de vida.

A potencialização da qualidade de vida do idoso, é muitas vezes sucumbida por ele próprio e por membros de sua família, reportando a problemas de relação interpessoais. Assim sendo, é de fundamental importância incentivar as relações sociais, convivência em grupos, oportunizando novas relações sociais, enfrentando o isolamento social típico dessa faixa etária, como também a solidão e em muitos casos, a depressão que está muito relevante na atualidade.

É de suma importância, intervir nesse processo, por meio de realização de atividades, promover a interação sociocultural e intergeracional, melhorando a qualidade de vida, autoestima e a carência afetividade, a convivência social aproxima, harmoniza e proporciona bem-estar ao idoso.

O envelhecimento é uma situação a que o ser humano passará, porem quanto mais ativa se tornarem as pessoas no decorrer de sua vida, maior possibilidade de garantir um melhor envelhecimento. Vale ressaltar que a cultura ocidental valoriza demasiadamente a atividade física e mental, como forma de produtividade e geração de bens.

Nesta realidade, o idoso que já não tem obrigações no âmbito profissional, costuma ser identificado como alguém que perdeu a capacidade de desempenhar suas funções e seu papel social. Essa concepção acontece por que muitas vezes o avanço da idade condiciona, as pessoas a abrirem mão de papéis sociais desempenhados por esse mesmo individuo.

Assim sendo, a aposentadoria, a perda do cônjuge, o afastamento dos filhos, as restrições impostas por algumas condições de saúde, entre vários outros fatores, interferem na sua qualidade de vida, de forma bastante negativa, gerando incomodo e insatisfação aos mesmos. O desempenho de atividades e o amparo familiar são fatores que contribuem para fortalecer o valor pessoal. Consequentemente, fortalecem o autoconhecimento e o sentimento de autoeficácia, facilitando o manejo das situações estressantes com as quais os idosos defrontam em consequência da diminuição de suas forças físicas e de suas perdas pessoais e financeiras.

A inserção social de idosos, proporciona uma mudança de referência no contexto de velhice enquanto limitação e incapacidade, porque é possível encontrar idosos ativos, autônomos, satisfeitos com sua condição geral e que se relacionam interpessoalmente com outras pessoas de mesma faixa etária ou não. Os idosos convivem com as limitações de sua saúde, contudo elas não os impossibilitam de exercer seu papel de sujeito socialmente ativo.

A participação e execução em atividades, é um meio de compensar as perdas comuns a essa etapa, bem como possibilitar um ambiente para que novas particularidades sejam desenvolvidas e até fortalecidas, proporcionando ao idoso nova oportunidade de crescimento pessoal, tendo esse fator aliado a superação do estresse.

O Fazer, é uma das necessidades primordiais do ser humano. Independe da idade, é por meio do fazer/agir que o individuo interage/reflete com objetos e/ou pessoas, explorando seu espaço, transformando, conquistando e controlando a si mesmo e ao ambiente que o cerca.

 

Cristina Nahun Rodrigues - Psicóloga

Silvia Adolfo - Assistente Social