A história conta que Sócrates era conhecido entre seus concidadãos como "a mosca de Atenas". Diz-se também que ficou encantado com o apelido porque o descrevia muito bem: sua missão era provocar as pessoas por meio de perguntas e explicações que incomodavam e, sobretudo, faziam despertar. Contudo, seu espírito crítico deu origem a uma das maiores revoluções da história da humanidade.
O individuo criterioso deve perguntar por que é que as coisas são assim e não de outro jeito, buscar descobrir verdades e desvelar mentiras, dispondo de humildade para  perceber que jamais sabemos tudo, como Sócrates dizia: “Sei que nada Sei”, sobretudo por que o espírito crítico liberta da ignorância, tornando indivíduos autônomos e não seres sugestionáveis.
Hoje com os avanços tecnológicos o ser humano esta propenso a ser induzido  por imagens e discursos veiculados pela midia, dispostos a distorcer a realidade. É preciso ter discernimento e reflexão para usar essas ferramentas de forma positiva e construtiva.
As novas gerações, devem melhorar o mundo, precisamos de muitos Sócrates em escritórios, hospitais, escolas, partidos políticos, ruas e praças. No entanto, a realidade mostra que, com esse discurso, não só se forma um espírito crítico, mas também, e cada vez mais, versões malsucedidas dele.
Atualmente são poucos os jovens que, mesmo tendo vencido etapas educacionais e concluído curso universitário, apresentam pensamento crítico desvirtuado, bem distante do que foi proposto por Sócrates.
Por fim, é necessário estimular o jovem a desenvolver espírito crítico, não apenas para reforçar imitações, mas capacitar para elaboração do pensamento autônomo.
Senso crítico não é ficar saindo por aí julgando tudo e todos, mas, sim, exercer na nossa mente essa capacidade de refletir, analisar e questionar as coisas com profundidade.
Todo mundo é capaz de pensar por natureza. 

Cristina Nahum-Psicologa
Silvia Adolfo-Assistente Social