VIOLÊNCIA INTERGERACIONAL

VIOLÊNCIA INTERGERACIONAL

O que gera violência entre as gerações? É a imposição normativa que constrói relações familiares permeadas pelo medo.

A importância de favorecer a qualidade de vida familiar, como modelo protetor do ambiente , podem alterar os índices de violência na família. É de conhecimento da sociedade, que o aprendizado começa na infância, assim a família é a primeira instituição de modelo, onde se ensina e aprende valores morais e éticos, ou seja a primeira fonte de vivencias.

As crianças que experienciam contextos de violência na família de origem, como vítimas diretas ou como testemunhas da violência interparental, levam para seus relacionamentos futuros a tendência de repetição dos padrões vividos.

Associação entre experiências de violência na família de origem como vítima ou testemunha, envolve-se em uma conjugalidade violenta na vida adulta. De forma semelhante de exemplos negativos de vínculo da dupla parental.

As consequências sofridas pela convivência em contextos familiares violentos podem ser diversas e podem apresentar-se de formas diferentes para homem e mulheres. Mulheres procuram e se identificam como vítimas, reproduzindo cenários vivenciados pela mãe ou figuras femininas, se revitimizando nas relações atuais. Os homens cultivam a figura machista e agressoras, perpetuam o comportamento de violência em suas relações. Surgindo, também, a perpetuação do alcoolismo e drogadição.

A perpetuação da violência conjugal como modelo transgeracional, isto é atravessando gerações, pode se manter como padrão exemplificado e seguido, naturalizado em muitos contextos familiares. Esse comportamento é apreendido e perpetuado, geram padrões de agressões físicas e emocionais.

É de suma importância acolher as famílias e encaminhá-las a serviços da rede de proteção socioassistencial, onde as situações podem ser enfrentadas e levadas a interromper esse padrão relacional violento.

Cristina Nahum Psicológa
Silvia Adolfo Assistente Social