HISTÓRIA DA CRIANÇA

HISTORIA DA CRIANÇA
 
Ao longo da história, o conceito de infância e a atenção que se dava às elas foi se transformando. No início, a criança era considerada um adulto em miniatura, sem distinção de faixa etária, não sendo oferecido a ela muitos cuidados. Durante a idade média, a infância durava somente o período de amamentação.
 
No decorrer das expansões marítimas, a criança era vista como mão de obra nas embarcações. Ela ficava exposta à fome, doenças, naufrágios e guerras.
 
Na Modernidade, a criança finalmente é reconhecida como um ser diferente do adulto. No século XVII, surge a primeira concepção de infância. O adulto passa a dar mais atenção para essa fase da vida e a tratá-la com mais cuidado.
 
A partir da Idade Moderna, mesmo de forma lenta, a criança passa a ser reconhecida como um ser social, assumindo papel significativo dentro da família e da sociedade. Porem, diante da Revolução Industrial, a falta de mão de obra, faz com que as crianças sejam forçadas a trabalhar em fábricas, sob condições insalubres e de alta periculosidades. Esse fato deve-se a visão de que a criança era considerada como produtiva e utilitária para a sociedade.
 
A mudança desse conceito começou na segunda metade do século XVIII, quando a sociedade começa a separar adultos de crianças, originando o surgimento de escolas. Somente no século XIX é que a criança ganha lugar de destaque e de direito, consolidando o termo infância.
 
Em 1959, a ONU aprovou a “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que inclui direitos como igualdade, escolaridade gratuita e alimentação. Assim, a criança passa a exerce um lugar de destaque na sociedade, conscientizando sobre a importância da primeira infância, originando uma série de politicas públicas e programas para o desenvolvimento da cidadania.
 
Ser criança no século XXI significa ter uma série de direitos como educação, saúde, nutrição e o fundamental direito à vida.
 
Cristina Nahum - Psicóloga
 
Silvia Adolfo - Assistente Social